Estratégias de fidelidade de pontos da Colômbia
Pausa para café com Magneto apresenta Natalia Biasin, diretora de cultura e talento da Puntos Colombia, para descobrir como essa empresa conseguiu unir estratégia e cultura, criando sua renomada Cultura genial. Um modelo que, por meio da liderança transformacional e da participação ativa de todos os funcionários, promove inovação, colaboração e um sentimento de pertencimento, transformando Punto Colombia em um lugar onde a cultura não é declarada, mas é vivida no dia a dia.
Estratégias de fidelidade de pontos da Colômbia
1. Introdução e contexto
JULHO: Bem-vindo a um novo episódio de Pausa para café com Magneto. Hoje vamos falar sobre um tópico pelo qual somos apaixonados: a cultura organizacional como motor de transformação. Para isso, tenho um convidado que liderou processos culturais verdadeiramente inspiradores. Nati, bem-vinda.
NASCIDO: Obrigado, Juli. Feliz por estar aqui e poder compartilhar o que vivenciamos em Puntos Colombia.
2. Origem de Poutos, Colômbia e o nascimento da cultura
JULHO: Vamos começar do começo. A Punto Colombia nasceu como um compromisso muito ambicioso no país, mas ao mesmo tempo surge a pergunta: como você constrói cultura em algo que está apenas começando?
NASCIDO: É assim que as coisas são. Imagine que nascemos como uma empresa ao mesmo tempo em que definimos estratégia e cultura. Não era essa estratégia que existia primeiro e depois nos perguntamos sobre cultura. Eram processos simultâneos, porque sabíamos que, se não houvesse coerência desde o início, seria muito difícil nos sustentarmos ao longo do tempo.
JULHO: Em outras palavras, literalmente, tudo foi projetado em paralelo: o modelo de negócios, a estratégia e os valores.
NASCIDO: Exatamente. E isso nos permitiu experimentar a cultura não como “algo adicional”, mas como a essência do que somos.
3. Cultura e estratégia de mãos dadas
JULHO: Muitas vezes vemos que as empresas falam sobre cultura em um nível aspiracional, mas, na prática, isso não é refletido. Como você se certificou de que isso não acontecesse?
NASCIDO: Foi um trabalho muito coerente. A equipe de gestão decidiu que a cultura deveria ser um eixo estratégico. Isso significava que tudo o que fazíamos — contratação, desenvolvimento, projetos — tinha que ser analisado sob esse filtro.
Se disséssemos que um dos nossos valores era a inovação, não poderíamos ter processos internos que bloqueassem ideias. Se estivéssemos falando sobre colaboração, não poderíamos ter silos. Essa coerência foi a chave.
4. Cultura Genial: identidade e programas
JULHO: Conte-nos sobre “Cool Culture”. O que é esse conceito e como ele nasceu?
NASCIDO: Quando procurávamos uma forma de expressar o que queríamos ser, percebemos que as pessoas já usavam muito a palavra “ótimo” para descrever o que estava acontecendo na empresa. Então decidimos nos apropriar disso e transformá-lo em nossa bandeira: Genius Culture.
A partir daí, surgiram programas muito específicos, como o Caminho do Gênio, que acompanha cada funcionário desde o momento em que ele entra, e a Escola de Liderança, onde treinamos líderes como guardiões dessa cultura.
JULHO: Portanto, ele não se limitou a um nome impressionante, mas foi traduzido em programas reais.
NASCIDO: Exatamente. A Genius Culture tem práticas vivas: como recebemos alguém novo, como reconhecemos aqueles que personificam nossos valores, como nos damos feedback. Tudo está conectado.
5. Liderança transformacional e treinamento de liderança
JULHO: Qual foi o papel da liderança nesse processo?
NASCIDO: Fundamental. Sempre acreditamos que os líderes são os principais guardiões da cultura. É por isso que estamos comprometidos com um modelo de liderança transformacional: líderes que inspiram, que acompanham, que se desenvolvem.
Criamos um programa chamado Liderar é ótimo, onde cada chefe passa por módulos de autoconhecimento, comunicação, gestão de equipes e tomada de decisão alinhados à cultura.
JULHO: E que diferença você encontrou em comparação com os modelos de liderança mais tradicionais?
NASCIDO: Que aqui não se trata de controlar ou dar ordens, mas de construir confiança. O líder deixa de ser “aquele que sabe tudo” e se torna alguém que facilita o brilho de sua equipe.
6. Atração, seleção e guardiões da cultura
JULHO: Imagino que atrair e selecionar talentos sob esses princípios também tenha sido um desafio.
NASCIDO: Sim Projetamos processos de seleção nos quais avaliamos não apenas as competências técnicas, mas também a afinidade cultural.
Temos o que chamamos de “entrevista com guardiões da cultura”: colaboradores de diferentes áreas participam da entrevista final para garantir que a pessoa se encaixe no que somos. Isso nos salvou muitas dores de cabeça, porque desde o início você pode sentir se alguém realmente vibra com a cultura genial.
7. Fidelidade, medição e indicadores
JULHO: E como eles medem se tudo isso realmente funciona?
NASCIDO: Nós medimos várias coisas:
- Pesquisas de clima, nas quais a satisfação com a cultura sempre aparece como um dos diferenciais mais valorizados.
- Net Promoter Score interno: perguntamos se eles recomendariam trabalhar na Punto Colombia e obtivemos resultados muito altos.
- E algo fundamental: rotação. Em um setor em que geralmente é alto, conseguimos mantê-lo muito baixo, porque as pessoas se sentem orgulhosas de pertencer.
JULHO: Em outras palavras, eles têm indicadores que mostram que não é apenas um discurso, mas que tem um impacto direto na retenção de talentos.
NASCIDO: É assim que as coisas são. E isso se traduz em produtividade, inovação e, claro, resultados comerciais.
8. Encerramento e aprendizado
JULHO: Para fechar, se uma empresa que nos ouve hoje quiser começar a trabalhar em sua cultura, o que você recomendaria?
NASCIDO: Primeiro, não o veja como um projeto isolado, mas como parte da estratégia. Em segundo lugar, seja consistente: não se trata de dizer valores bonitos, mas de vivê-los. E terceiro, que envolve a todos, não apenas a área de talento humano. A cultura é construída todos os dias por todas as pessoas.
JULHO: Nati, obrigado por compartilhar essa experiência. Acho que muitos líderes e empresários aprenderão coisas muito valiosas.
NASCIDO: Obrigado a você, Juli, por abrir esses espaços. Falar sobre cultura é sempre um lembrete de que as empresas são, antes de tudo, pessoas.
JULHO: É assim que as coisas são. Com isso, encerramos este episódio de Café